26 de nov de 2014

"A gente aceita o amor que acha que merece."


Well, well, well... e alguns ainda não vão entender...

Amor tem sido confundido com encantamento...
 

Encantamento é esse negocinho que gela a boca do estômago, iniciando um desconforto nas lagartas que lá habitam...
 

Qualquer coisa favorece seu surgimento... um olhar, um sorriso, uma dança, um beijo, um abraço e a tão falada "química" também já pode dar o ar de sua graça. ...
 

Inicia-se a possibilidade da cegueira racional. É louvável seduzir, envolver aquele se quer conhecer, mapear como provável par.
 

A gente se encanta com pessoas do mesmo sexo, com novos amigos, com o pet na vitrine.
Encantamento é encantamento e só. Pode nos surpreender quando o "objeto encantador" supera nossas expectativas, pode acabar quando as frustra. Chega de forma arrebatadora e vai-se da mesma maneira, mas não sem deixar algum aprendizado, minimizando traumas significativos.

Encantamento tem sido confundido com paixão...
 

Ambos são bem próximos e seria injusto traçar uma linha que os disponha em recipientes quadradinhos.
 

O que os diferencia é o encantamento deixando de ser uma possibilidade de miopia para, em alguns casos, se tornar cegueira sacramentada, diagnosticada e muito bem afinada com a loucura... essa, muito bem instalada por resultados de jogos manipuladores e abuso de controle emocional por uma das partes envolvidas.
A

s lagartas já adquiriram asas e rebeldes, vibram intensamente os novos membros em busca da luz... o retirar das lentes em grau abundante. Uma decepção aqui, pode gerar feridas intermináveis geradoras de crescimento emocional ou de doenças na alma.

Encantamento não é paixão que não é amor...
 

São estágios de um processo que envolve um início certo, meio e fim sem garantias...
 

O deixar-se enredar no encantamento, apesar dos sinais desfavoráveis, é amargar o fel da paixão sem jamais alcançar o amor.
Deixe-se viver de encantamento, alimentando a lucidez, e viva sem maiores expectativas o momento ou, salte o trem antes de perder o próximo...

Cada criatura que por nossas vidas transita, não nos marca, pois já nascemos marcados. Funcionam simplesmente como o dedo que aperta o interruptor de tudo o que já trazemos dentro.

O desejo quase infantil de nos tornarmos importantes para uma outra pessoa, nos faz crer que seja esse um amor de encantamento, para toda a vida, o (a) companheiro (a) dos sonhos. Talvez, por essa razão, há tanta gente se submetendo ao papel de companhia para permanecer nutrindo-se das migalhas do encantamento.

A etapa primeira é frágil, superficial, muito ilusória e guarda uma importância ignorada pela pressa em sair da solidão, pela ansiedade em ser amado. Nos amputa a percepção da essência alheia, nos deixa apegados ao perfume, à luz das velas...

Ahhhhh... se todos possuíssemos a consciência sobre a transitoriedade emocional dos primeiros estágios, construtores da solidez amorosa... seguiríamos em passos lentos, saboreando o doce até onde durasse! Daríamos a devida credibilidade à percepção ofertada pela sabedoria interna! Não estaríamos a lamentar o cansaço resultante de buscas inglórias. Está tudo dentro... que venha o outro mostrar-me como se espelho fosse... que seja eu capaz de permiti-lo até onde ele dá conta e até onde me sinto seguro... sem medos, sem rancores... por amor e respeito a mim... por amor e respeito a ele.

Aos meus amores encantadoramente apaixonantes... amigos de jornada em busca de nossas essências! Obrigada por tudo, sempre!

Ana Virgínia Almeida Queiroz


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