6 de mar de 2014

Subjetividade nas relações

E se a subjetividade alheia pode se tornar um campo minado, o diálogo é a possibilidade de entendimento. Mas me refiro ao diálogo claro, imune aos subterfúgios ou aos joguinhos de manipulação.

E se os joguinhos de manipulação são o princípio para o fim de qualquer relação, o autoconhecimento e o reconhecimento das próprias fragilidades são agentes transformadores para o alinhamento entre pessoas
que se querem bem.

 E o querer bem envolve muito mais que a percepção do outro. Significa a capacidade de reconhecer o próprio reflexo em seu olhar. É mais que egoísmo, é leitura de si mesmo.
E o olhar para si mesmo carece de ser amoroso, piedoso e acolhedor.

Se somos capazes de desenvolver o amor, a piedade, acolher, nos perceber tal qual somos, nos aceitar, estamos muito próximos de desenvolver relações positivas, verdadeiramente afetuosas e menos projetivas.

Isso significa dizer que: quanto mais resolvidos estamos com o que há de melhor e pior internamente, mais inteiros estamos para ingressar em relações onde as pessoas podem ser elas mesmas e poderemos escolher de que forma queremos interagir com elas.
 
Ana Virgínia - 2 de janeiro de 2014

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