O muro da Depressão.

Não há dúvidas sobre a importância e influência dos pais na primeira infância de um indivíduo.

Mergulhando no inconsciente.

Muitas pessoas têm receio de fazer psicoterapia.

Um olhar para a depressão

A depressão é diferente do estado deprimido, o qual pode ser resultado de fatos corriqueiros

Tirando a poeira debaixo do tapete

Você sabe que algo não vai bem, mas não sabe como criar espaço para dizê-lo

As relações não curam todas as carências

“Nós escrevemos scripts para outras pessoas encenarem, mas esquecemos de lhes comunicar isso”.

Transtorno do Pânico

A síndrome do pânico enquadra-se no conjunto de transtornos de ansiedade

7 de mar de 2014

Está vivo? Então está valendo!

E hoje é sexta amor!
Ame!
Coloque um sorriso na boca, cate flores no caminho e distribua gentilezas!
Cante!
Deixe a brisa tocar suavemente sua nuca e o corpo vibrar em voltagem máxima!...

Hoje é sexta meu bem!
Dance!
Jogue os cabelos de um lado para o outro.
Sensualize!
Permita que brilhe o olhar, que gargalhem os poros.
Viva como se hoje fosse o dia mais feliz da tua existência onde a maior alegria é a sensação de pertencimento ao universo!
Permita que as estrelas façam festa em seu corpo e que por ele passeiem durante a madrugada!
Cubra-se de poesia!
Apaixone-se desregradamente, isso te conduzirá a lugares inimagináveis dentro de você mesmo.
Coma e reabasteça seu organismo, adoce seus movimentos!
Sinta o toque delicado de tudo o que possa gerar afeto em seus lábios.
Deixe o coração bombear, bobear, encolher e expandir.
Porque hoje é sexta... um dia nem melhor, nem pior que os outros, mas rico em inúmeras possibilidades...

Bom dia multidão!
 
Ana Virgínia

6 de mar de 2014

DEPOIS DOS 40

Às vezes antes dos 40...
... às vezes nem depois...

DEPOIS DOS 40

Fabrício Carpinejar

Depois dos 40 anos, o pensamento feminino muda, desembaraça.

O sexo não é mais performance, exaustão, é fazer o que se gosta e do jeito que gosta. É aproveitar dez minutos com a intensidade de uma noite inteira, é reconhecer o rosto do próprio desejo no primeiro suspiro, é optar pela submissão por puro prazer, sem entrar na neurose da disputa ou do controle.

A mulher de 40 não diminui o ritmo da intimidade. Pode ler um livro com a intensidade de uma transa. Pode assistir um filme com a intensidade de uma transa. Pode conversar com a intensidade de uma transa. Ela não tem um momento para a sensualidade, a sensualidade é todo momento.

Tomar o café da manhã não é apenas um desjejum, tem a sua identidade, o seu ritual, um refinamento da história de seus sabores. Tomar o café da manhã com uma mulher de 40 anos é participar de sua memória, de suas escolhas.

Ela não precisa mais provar nada. Já sofreu separações, e tem consciência de que suporta o sofrimento. Já superou dissidências familiares, e tem consciência de que a oposição é provisória. Já recebeu fora, deu fora, entende que o amor é pontualidade e que não deve decidir pelo outro ou amar pelos dois.

A mulher de 40 anos, cansada das aparências, cometerá excessos perfeitos. É mais louca do que a loucura porque não se recrimina de véspera. É ainda mais sábia do que a sabedoria porque não guarda culpa para o dia seguinte.

A beleza se torna também um estado de espírito, um brilho nos olhos, o temperamento. A beleza é resultado da elegância das ideias, não somente do corpo e dos traços físicos.

Encontrou a suavidade dentro da serenidade. A suavidade que é segurança apaixonada, confiança curiosa.

O riso não é mais bobo, mas atento e misterioso, demonstrando a glória de estar inteira para acolher a alegria improvisada, longe da idealização, dentro das possibilidades.

Não existe roteiro a ser cumprido, mapa de intenções e requisitos.

Há a leveza de não explicar mais a vida. A leveza de perguntar para se descobrir diferente, em vez de questionar para confirmar expectativas.

Ser tia ou mãe, ser solteira ou casada não cria angústia. Os papéis sociais foram queimados com os rascunhos.

A mulher de 40 é a felicidade de não ter sido. É a felicidade daquilo que deixou para trás, daquilo que negou, daquilo que viu que era dispensável, daquilo que percebeu que não trazia esperança.

Seu charme vai decorrer mais da sensibilidade do que de suas roupas. O que ilumina sua pele é o amor a si, sua educação, sua expressividade ao falar.

A beleza está acrescida de caráter. Do destemor que enfrenta os problemas, da facilidade que sai da crise.

A beleza é vaidosa da linguagem, do bom humor. A beleza é vaidosa da inteligência, da gentileza.

Depois dos 40 anos não há depois, é tudo agora.

Publicado na Revista Isto É Gente
Março de 2014 p. 50
Ano 14 Número 706

Para bom paranóico, meia informação basta.

Basta... para viver aprisionado e sofrer!

Difícil silenciar os monstros alimentados ao longo da nossa existência.
Tarefa árdua crer que existem outras formas de interpretação para os fatos e atitudes alheias.
A verdade única, inventada ou aprendida nos conduz ao cartesianismo. À falta de visão ampla. À criatividade aprisionada que encontra nos vícios ou na doença sua forma de expressão. 

O complexo do fim no próprio íntimo, onde tudo converge para si ou a partir de si, limita a percepção e aceitação de que não somos o centro do universo e que as essências se misturam, trocam, favorecem a auto leitura.
Aquele que opta pela segurança dos grilhões não experimentou alegria.
Felicidade é simplicidade, serenidade e também libertação, rompimento, coragem.
Que surjam novos lugares, pessoas, campos e conhecimentos. Que a vida seja a arte em movimento, liberta de uma educação repressora e baseada em medos.
Que os temores não nos conduzam à ansiedade desregrada ou à depressão que nos afunda entre almofadas.
Seja sim, sim para a cor e não, não para as tentativas de tormento e dor que não nos pertencem.
Cada um sabe de sua jornada. Caminho feito de pedras ou flores, vez um ou outro, sempre o mesmo, não importa. Se há escolha, também há o chamado para responder por ela e não adianta projetar suas consequências, a prestação de contas é intransferível.

Grande beijo de bom dia!

Ana Virgínia



Conecte-se!

Ocidentalmente falando, a desconexão de nós mesmos já faz parte do nosso processo de desenvolvimento enquanto "seres humanos" e também no que se refere à educação das emoções.
Faça! Tenha! Cumpra! Acumule! Sobreviva!
Siga os anos de sua vida buscando cada vez mais fora de você.
Tente desesperadamente encontrar o que nem você mesmo sabe, no cônjuge, nos filhos, no dinheiro, nas posses em geral....

Corra! O tempo não espera! Junte o máximo de objetos que seus braços não suportem sustentar!
Use as pessoas, mesmo sem perceber que está fazendo isso e o mais importante: se deixe usar também!
Descarte, seja descartável e pregue que a vida é isso mesmo.
Abasteça seus armários com marcas e alimentos dispensáveis.
Nunca valorize sua dor. Passe batido por ela. Faça um curativo razoável sem limpar a ferida. Cubra-a!
Não sinta! Você vai sofrer se fizer isso!
Nunca esteja atento aos sinais corporais. Ignore seu sistema digestivo. Ele é sábio e te avisará antecipadamente sobre riscos e lugares seguros.
Não valorize seus sonhos, nenhum! Não os interprete, não os guarde, não os confira.
Após toda essa trajetória que inicialmente somos obrigados a aceitar, continuar nela sem o despertar da consciência é garantia de sofrimento e de abandono de si mesmo.
"A vida necessita de pausas!" (Drummond).
Sinta, respire, mensure, vá até onde pode ir, conheça os limites da alma e do corpo. Seja seu melhor amigo e nunca se sentirá traído por pessoas ou circunstâncias!

Bom dia!

Ana Virgínia



Compatibilidade

 
Desejo a todos, dias com sabor de mel.
Para os problemas, solução.
Para o mau humor, a busca da cor.
Para os minutos que ultrapassam o limite dos compromissos, criatividade.
Para a agressão da rotina, flexibilidade. ...

Que nada seja mais forte do que o que de origem os uniu.
Os dias podem correr suaves quando o saltar por obstáculos é feito de mãos dadas.
Desejo que os olhares sempre se encontrem e que ali permaneçam, evitando assim que apenas atravessem o ser amado.
Encontros são possíveis quando a alma está em festa!

Ana Virgínia

O TEMPO E AS JABUTICABAS

 
 
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela ...

chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves

E lá vem!

E lá vem!
Vem gente querendo atropelar outras pessoas para satisfazer as próprias necessidades.
Vem gente apressado em preencher vazios, nem que para isso seja necessário brincar com os sentimentos alheios.
Vem gente com discurso moderninho e pronto, ensaiado na frente do espelho ou ao pé do ouvido de outra gente carente.
Vem gente subestimando a capacidade do outro de ler nas entrelinhas....
Vem gente dupla face, mas que no frigir dos ovos é a mesma coisa frente e verso.
Vem gente inocente quanto ao próprio egoísmo, disfarçado de maldade, apelidada de malandragem.
Vem que vem...
Fazer morada no ombro de quem se ama é outra história!
 
Ana Virgínia - 26 de fevereiro de 2014



Sincronicidade

Ei! Eu nem falei, ninguém me perguntou, mas não creio em coincidências! Creio na sincronicidade que atrai energias favorecendo (re) encontros, acontecimentos, fechamentos perfeitos de ciclos.

Nem mencionei a sabedoria latejante que sinaliza muito antes de tudo acontecer, se materializando em sonhos ou sentimentos estranhos.

Nem cogitei a possibilidade daquela carta, há algum tempo guardada no bo...
lso da camisa, pular para fora dele e confirmar aquela sensação de "deja vu".

Eu sei. Eu já sabia! E não cabe modéstia quando o assunto é intuição, quando aprende-se a valorizar os enigmas que o psiquismo oferece gratuitamente. O plantio é árduo, a colheita merecida e rica.

Mas o comum é não acreditar! Não ter tempo! Não respirar! Não valorizar aquilo que o que está escondido dentro do corpo, tem para mostrar.

Pouco se escuta, se enxerga, se sente ou se tem paciência e sabe por qual razão? Porque é mais fácil viver no limite da matéria, confinado na mesmice, alimentando-se na superfície, buscando enlouquecidamente abastecer-se nas migalhas quando só o que se consegue nesse caminho, é abrir novas fendas na própria essência.

Bruxaria? Vidência? Não importa o nome. Chamo de posse de si mesmo!
Obrigada Universo!
Mais uma vez!

98
14
16 - A Torre
 
Ana Virgínia - 6 de fevereiro de 2014

Vai!

 
Mensurou?
Ponderou?
Viu que não mata?
Larga mão do "mi mi mi" e se joga!
 
Ana Virgínia - 26 de fevereiro de 2014

O fofoqueiro

Gente fofoqueira é bicho interessante (com todo respeito aos animais)...

Têm uma vida repleta de problemas, reticências, sujeiras e senãos. Deve ser muito difícil lidar com tudo isso e talvez por essa razão fica menos doído olhar para fora.

Há fofoqueiro de toda natureza (com todo respeito à criação divina)...

Difícil saber qual é o menos ruim. Se aquele com discurso religioso, se do sexo mascu...
lino, se do tipo mais "aceito" do ponto de vista cultural - mulher!

 Por maldade, por inveja, por cobiça, por negação de si mesmo, fofoca pode ser bem divertida quando o centro do mal feito for você.

 Lide bem com a brincadeira de mau gosto. Aprenda a se divertir com contos criados sobre você (com todo respeito à Literatura). É fácil de sentir o odor fétido da mesquinhez. Quando isso acontecer, ria alto, mas de boca fechada para não engolir o mau cheiro!

Se para quem fofoca, nossa vida é uma distração, confesse... sua vida é divertida mesmo. Não tenha receio de ser feliz!

O melhor remédio para fofoqueiro (se você conseguir): aumente os indícios sobre aquilo que ele pensa saber melhor que você mesmo e se sente no direito de passar adiante. Deixe que seu sentimento de onipotência, de estar acima do bem e do mal cresça.

Deixe, vá deixando, ria por dentro (isso requer um certo talento para "espírito de porco") e não faça nenhum movimento que te posicione na vitimização ou moralismo. 

A língua do fofoqueiro cresce, até que um dia ele acorda sufocado na própria sucuri (com todo respeito aos rastejantes). Seus atos falam por você.

Delícia é ver fofoqueiro perdido depois de inventar tanta história ou especular sobre seu caráter e escolhas, perceber que nenhuma verdade inventada bate com suas atitudes. Fica como barata tonta (com todo respeito aos insetos).

Dali, ou ele muda o discurso sobre você ou busca outra vida para cuidar - que não a dele, que é uma bosta (com todo respeito à sabedoria orgânica). 

Mas não se iluda. A mudança no comportamento normalmente é uma estratégia para ganhar espaço de novo. Para isso têm um discurso pronto e fraterno. Normalmente estão apenas trocando informações para melhor ajudar você. São tão puros e inofensivos nossos cuidadores...
#sqn!

Tem fofoqueiro que gruda que nem carrapato. Devolva seu veneno. Nunca o aceite!
Seja qual for o estilo dele, todos funcionam como parasitas. Precisam da luz alheia para sobreviver.

Desmentir um fofoqueiro é como arrancar um pirulito de criança (mimada e birrenta), trazendo junto o couro do céu da boca. Pena que a pele se refaz em poucos dias e ele está pronto para outra. Fofocar é um vício, um hábito. Uma comprovação de que necessita de um outro (imaginário) para ser "feliz".

Paciência para com os fofoqueiros. Eles são almas em processo de sofrimento profundo que ainda não encontraram a luz e se desconectaram há muito tempo do amor...
Ninguém está imune à mentira sobre a própria vida. Falar da vida alheia é uma escolha, se aborrecer com isso também.

Não conheço outras soluções senão o isolamento ou um click na tecla "F".

... melhor dedos calejados a deixar de viver!

Bom dia!
 
Ana Virgínia - 26 de fevereiro de 2014

Diagnóstico...

Sim!

Diagnosticar-se pode indicar a capacidade de estar atento a si mesmo, às próprias dores e o caminho a ser seguido em busca do equilíbrio, mas preste atenção!

Milhares de pessoas mal resolvidas, necessitam de outras tantas, mais sens...
íveis, para se afirmarem como melhores e superiores.

Questione-se sempre se a avaliação que faz de si mesmo é fruto de algo que lhe conduzirá a um crescimento genuíno ou se é, simplesmente, sua incrível capacidade de acolher as necessidades alheias. 

Pense! Nenhum esforço semelhante oferece amor em troca. NO MÍNIMO, jogos de poder!

Bom dia!
 
Ana Virgínia - 25 de fevereiro de 2014

Sente a vibe!

Porque hoje é sexta!

Um dia não melhor que os outros, mas que oferece possibilidades diferentes da correria que nos consome, das opressões várias, da tirania do "ter que".

É hora de encostar a fantasia do trabalho e vestir o pijama. Dia de deitar em lençóis perfumados.

É o prenúncio do desfrutar da companhia dos amigos e de alguns familiares que já agendaram apressadamente para não perder a ve
z de estar com você e trocar, retribuir, acolher e se deixar aconchegar.
É dia de dança! Muita dança!

Momento de esquecer as chateações e sentir a energia circular, se renovar para a semana seguinte!

O café? Sempre presente! Mas na sexta tem sabor diferente. É usado para brindar a alegria da amizade, do amor filial que corre livremente pela casa sem compromisso com a escola ou atividades extras. Acompanha sorrisos e conversa boa. Não é solitário, é mais quente e mais doce!

 Porque hoje é sexta! Dia de ouvir repetidas vezes os filhos amados perguntarem o que vamos fazer no final de semana e sua resposta ser sempre a mesma: vamos continuar vivendo e vivendo suavemente felizes com tudo aquilo que temos e somente isso!

Hoje é sexta Amor! Dia de permitir-se, relaxar, abstrair, renovar esperanças! Porque dessa vida, nada se leva senão as sensações benéficas deixadas por amores recíprocos.

Bom final de semana a todos!
 
Ana Virgínia - 21 de fevereiro de 2014

Viver!

Mas é vivendo mesmo!

Assim, sem a necessidade de romper com todos os padrões. Selecionando referenciais, abrindo mão de parte daquilo que limita.

Ser livre não é estar na "vala comum". Inclui fazer escolhas e consequentemente ser mal interpretada, excluída, rotulada.

Deixo o mal estar para quem se preocupa com a opinião alheia, para quem não sabe lidar com a rejeição, para quem precisa, a qualquer...
preço, de uma palavra de carinho (mesmo que da boca para fora).


"Raspas e restos" são fundamentais entre quatro paredes laborais. Nas fronteiras de minha alma (se é que elas existem), NÃO "me interessam".

Mais vale um olhar leal e acolhedor, acompanhado de um sorriso diante do espelho à incerteza da valorização que vem de fora. O esteriótipo de esquisita, careta ao comum e descartável.

A vida sempre reserva um lugar onde outras pessoas falam o mesmo dialeto, onde as trocas enriquecem e favorecem crescimento.
 
Ana Virgínia - 5 de fevereiro de 2014
 

Felicidade, por favor permaneça!

Jazigo para a tormenta que mina a força propulsora à vida!

Poeira monta castelo onde o vento não sopra.

Mofo se expande onde luz e calor cessaram a visita.

Asas ansiosas não conduzem à liberdade em areia movediça.

Para o luto, o contato consigo mesmo....

Para o sofrimento, o mensageiro tempo.

Para a alegria, a escuta e a paciência.

Para a vida inteira, fé!

 
Ana Virgínia - 31 de janeiro de 2014

Sonhos

 
 
Bom dia!

Permita-se agraciar com os presentes da madrugada! Sonhos nos revelam a dimensão onde, de fato nos encontramos. Creia no psiquismo que move e direciona.
 
A mente vaga em busca de respostas, a sabedoria encaminha, prevê. Decifre as metáforas, guarde-as no bolso e confirme-as depois! Quem não se toma, se dá, de graça, ao acaso!

Ana Virgínia - 31 de janeiro de 2014

Loucura

 
Mesmo na loucura vale uma dose de consciência. O lançar-se rumo ao desconhecido, requer a mensurarão de potenciais suficientes para que a queda nos "arrebente" só um pouquinho. Loucura consciente é tudo aquilo que ocupa o espaço existente entre razão baseada no medo e impulso não refletido. 

Façamos aquilo que damos conta de fazer e só. O referencial alheio, dificilmente nos acolhe em nossos anseios ou em nossa capacidade para expandir enquanto almas.

Ana Virgínia - 30 de janeiro de 2014

Reciprocidade

A vida se encarrega de mostrar onde encontrar amor, o cultivo é por nossa conta.

Reciprocidade é muito mais que uma palavra grande e que embola língua de criança. É resultado da malandragem do nosso Self quando não cai nas pegadinhas do nosso ego. É estar inteiro nas relações de QUALQUER natureza ou ao menos caminhar em direção à inteireza.

Difícil achar pessoas que se disponibilizam à atenção c
onstante sobre as armadilhas da própria vaidade. 

Amor é para quem tem olhos para perceber suas manifestações e ser grato por isso. É para quem compreende que a troca é seu primeiro mandamento... então não cabem joguinhos, tríades, manipulações baseadas no despertar do ciúmes ou insegurança. Amor é confiança, é conversa direta, sem subterfúgio, sem disse me disse, sem "mi, mi, mi".
 
Ana Virgínia - 30 de janeiro de 2014

Deixa-me ser, eu deixo-te estar

É.

Eu sei o quanto é complicado admitir que as pessoas mudam.
O quanto é difícil abdicarmos do ímpeto de julgar. Eu sei.

Compreendo o quanto isso pode ferir, ameaçar, promover a reavaliação das próprias escolhas, daquilo que envolve a própria vida e que nos incomoda porque não conseguimos transmutar.

O outro não precisa ser lindo para causar desconforto, nem feio, nem mal educado, inteligente ou possuir qualquer atributo que nos faça enxergá-lo como alguém melhor e que
precisa ter os feitos minimizados, desqualificados para que pare de me desestabilizar. Basta que, mesmo sem saber, me coloque de frente comigo mesma, minha covardia, meus senões.

É.
 
Eu sei sobre a dificuldade que é olhar para mim mesma e aceitar que o outro está vivendo de acordo com o que acredita ser o melhor para si e que não me cabe preveni-lo ou tentar impedi-lo se minha motivação for algo diferente de um amor genuíno por ele.

Nem sempre a pretensão está vinculada a um complexo de superioridade. Pode traduzir simplesmente, a necessidade de esconder-se, fingir que não se viu na alegria alheia e que por receio ou impotência, optou-se pela permanência na cobiça.

E arriscaria dizer que sei mais um pouco.

O quanto é dolorido encontrar alguém que não escuta meu choro infantil, disfarçado em críticas, na falta de acolhimento ou na imposição de minhas verdades por estar mais comprometido com a própria felicidade.

Ana Virgínia - 30 de janeiro de 2014

Subjetividade nas relações

E se a subjetividade alheia pode se tornar um campo minado, o diálogo é a possibilidade de entendimento. Mas me refiro ao diálogo claro, imune aos subterfúgios ou aos joguinhos de manipulação.

E se os joguinhos de manipulação são o princípio para o fim de qualquer relação, o autoconhecimento e o reconhecimento das próprias fragilidades são agentes transformadores para o alinhamento entre pessoas
que se querem bem.

 E o querer bem envolve muito mais que a percepção do outro. Significa a capacidade de reconhecer o próprio reflexo em seu olhar. É mais que egoísmo, é leitura de si mesmo.
E o olhar para si mesmo carece de ser amoroso, piedoso e acolhedor.

Se somos capazes de desenvolver o amor, a piedade, acolher, nos perceber tal qual somos, nos aceitar, estamos muito próximos de desenvolver relações positivas, verdadeiramente afetuosas e menos projetivas.

Isso significa dizer que: quanto mais resolvidos estamos com o que há de melhor e pior internamente, mais inteiros estamos para ingressar em relações onde as pessoas podem ser elas mesmas e poderemos escolher de que forma queremos interagir com elas.
 
Ana Virgínia - 2 de janeiro de 2014

Seja positivo. A vida retribui.

Sofrimento é algo realmente muito relativo. Sua intensidade está diretamente relacionada ao grau de importância que damos às pessoas e aos acontecimentos (o que gera a perda do foco em de nós mesmos), ao apego insano àquilo que poderia ser, à saudade do que era bom, mesmo que hoje não mais o seja. 

Compreender e aceitar que os ciclos se cumprem, facilita o fluxo da vida. Reter coisas ou pessoas p...
or medo ou convenções sociais nos torna menos leais à manifestação mais genuína da essência divina que reside em cada um de nós.

Lutar por receio do abandono, nos impede a percepção, mesmo que momentânea, do melhor que alguém pode querer nos ofertar em um determinado momento.

Na vida não temos garantia de quase nada. A garantia só é possível quanto aquilo que vem de nós mesmos, se, e somente se, nos conhecermos e nos ouvirmos.

Nosso melhor amigo hoje, pode não o ser amanhã. Nosso trabalho, um desperdício da vitalidade e um poço de insatisfação, não obstante toda a segurança emocional e financeira que tudo isso possa nos oferecer.

Viver o aqui e agora é uma grande sabedoria. Extrair o melhor de tudo e de todos em uma relação de TROCA justa é convivência de natureza lúcida.

O grande desafio da vida é viver com expectativas sim, mas não tão grandes e, o mais importante: não lamentar por aquelas que não se cumpriram. Possibilidades deixam saudade, mas podem abrir outras tantas novas opções de crescimento, por mais doloroso que isso possa ser.
 
Ana Virgínia - 1 de janeiro de 2014

Feliz 2014!

Abre-se o portal!

 Na virada de 2012 para 2013 ouvi muitas pessoas espiritualizadas mencionarem a transição universal que já iniciava a separação do joio do trigo.
 
É chegada a hora de valorizar todo e qualquer chamado interno rumo à transformação moral que envolve, a meu ver, a reforma íntima - psíquica e emocional.

2014 é o ano do Cavalo no Horóscopo Chinês e a mudança vem a galope. Quem tem ol
hos para ver, ouvidos para ouvir, coração para sentir e mente para discernir, agarre-se! Segure pata, rabo ou crina, mas não deixe passar a oportunidade. Seja nas relações, na profissão, na saúde ou em qualquer área da nossa existência, o importante é começar por algum lugar.

Os espíritas falam claramente sobre a transição do planeta Terra que de natureza provatória e expiatória, caminha para um mundo de Regeneração. Isso significa dizer que aqueles que se esforçam intimamente, no intuito de rever valores, comportamentos e sentimentos, permanecem para dar continuidade a um mundo mais justo e pleno.

Misticismo e religião à parte, creio na força interna e na vontade de ser melhor, não pela barganha, mas pelo amor que é gratificante exercitar.

Atenta às transformações promovidas pelas experiências dolorosas ou não de uma existência, só tenho mesmo a agradecer a capacidade de perceber a beleza do lodo quando dele emerge a flor de Lótus.

Sejamos AMOR e GRATIDÃO em cada segundo do novo ano que se rompe e que todo o universo nos inspire e intua em nossas escolhas!

Gracias a la vida e um feliz 2014!

Ana Virgínia - 31 de dezembro de 2013



E o que você fez?

Sim. Praticamente a última semana do ano. E o que você fez? Perguntaria a cantora Simone. 

Entre amigos muitos lamentos sobre 2013 ter sido um ano difícil. Entre os místicos a explicação gira em torno de uma transição planetária que interferiu radicalmente na vida de inúmeras pessoas. Quem sofre esse efeito agora, abranda seus impactos lá na frente. Será?

A grande questão é. Ninguém está imune à
transformação. A qualquer momento somos impelidos a prestar contas, a responder sobre nossas escolhas.

Qual o segredo para sofrer menos? Não faço a mínima ideia, para cada pessoa há um caminho. A única certeza que tenho é a de que mudar gera dor, momentânea ou duradoura, deixo a gosto do cliente.

A minha escolha para 2014? A mesma de 2013 e de todos os anos vividos até aqui. Observa-me! Sentir o toque íntimo, em essência, e permanecer centrada apesar das surpresas que possam atritar com as expectativas.

Viver! Só isso!

E se isso não for o bastante, tendo realmente a recorrer ao lamento.

Viver dá trabalho e por essa razão deve ser leve, doce, liberto de preconceitos, frases prontas, mas principalmente de medos exagerados e incompreendidos.

Viver exige que façamos escolhas, muitas delas. Quem não as faz ou não sente necessidade ou não tem coragem. Melhor que não haja vontade, porque o receio de seguir por caminhos que possibilitam a mudança é no mínimo um desperdício de vitalidade.

A vida exige revisão de conceitos, posicionamento e fé. Quem não tem fé, não se questiona, não se posiciona, não muda.

"Então é Natal! E o que você fez?" Cansou de ouvir essa música? Mas é o que há!

Boa semana a todos!
 
Ana Virgínia - 22 de dezembro de 2013

Independência emocional

Constantemente sou questionada sobre ser auto suficiente. A sensação que fica é a de uma tentativa de desqualificar minha caminhada. Natural, mas nada real.

Nunca tive medo de viver sozinha, mas já temi o que viria junto à solidão. Consciência de que dias melhores viriam, sempre tive.
 
O receio era o turbilhão, o calor dos acontecimentos que me fariam, invariavelmente lidar com o desconhecido, antes de encontrar novamente a calmaria da solitude. 

 
Essa forma de perceber a vida incomoda algumas pessoas. Uma parte desenvolve um sentimento de insuficiência junto a mim e vai embora, uma outra considera isso admirável e tenta me sufocar, na tentativa de saber como é que isso funciona.

 Mas ainda tem um outro grupo de pessoas que em comunhão com minha caminhada, compreende a profundidade dessa opção e consegue caminhar junto sem invasão ou abandono. São pessoas que, como eu, buscam não a auto suficiência, mas a lealdade afinada consigo mesmas. Nós não nos traimos!

 Então... respondendo... Não. Eu não sou auto suficiente. Eu sou segura do que necessito e quero para minha jornada. AMO quando encontro pessoas que sintonizam comigo nessa vibração, sentindo-me presenteada pelo universo. Aqui, as relações são mais verdadeiras e amorosas. As trocas existem e valores são agregados.

Acho triste quando ainda me deparo com pessoas que necessitam de outra para fingirem felicidade, driblando o vazio de si mesmas, mas respeito - cada um tem seu tempo para despertar.

 Uma relação para ser saudável, necessita de pessoas inteiras, que vivam "sozinhas" e que saibam se reconhecer no calor de um olhar, acolher na leveza de um sorriso e captar a grandeza da alma que pousa ao seu lado.

Um excelente final de semana para quem saber agregar, amando!
 
Ana Virgínia - 20 de dezembro 2013

A dor como caminho

Existem muitas formas de lidar com a dor...

Quando ouço a campainha tocar, levanto-me do sofá e mesmo pesarosa caminho em direção à porta. Fito o olho mágico e a vejo disforme do lado de fora pela lente distorcida que abriu um vão, ilusoriamente protegido, na tensa estrutura de madeira maciça. Giro a chave lentamente na tentativa de ganhar alguns segundos antes de encará-la.
 
Convido-a para entrar, respiro profundamente e fecho os olhos para melhor sorver seu recado. E resigno-me diante daquela força que, paradoxalmente vem me confrontar. 

A alegria é a etapa seguinte e possível apenas quando acolhemos a "inesperada" visita.

Eu poderia fingir não ter ouvido o chamado do lado de fora, corrido para outro cômodo da casa, usado outros moradores para driblar minha percepção, ligado o chuveiro na tentativa de lavar minhas sombras e apreciá-las escoarem pelo ralo, mas eu preferi abrir a porta a encontrar em qualquer subterfúgio o analgésico para minhas feridas. Só assim, não incorro no risco de também dar a ele, o louvor da minha vitória sobre mim mesma...

Bom dia!
 
Ana Virgínia - 17 de dezembro de 2013

O estado de permanência

Quando a vida clama por mudança dois caminhos são possíveis: estagnar em um canto da sala ou meter o pé na porta e invadir o cômodo ao lado.

Encolhidos, garantimos a PERMANÊNCIA em zona confortável onde a rotina habitual favorece alguma se
gurança e talvez, poucas alegrias.

A outra opção gera, em um primeiro momento, um outro tipo de "zona", nada confortável. Um rebuliço interno nos deixa completamente sem chão a tatear no escuro e com a sensação nítida de perda de quase todos os referenciais.

Gosto de comparar esse processo ao da esquizofrenia, onde tudo se parte, mas que, diferentemente da patologia, tende à integralidade em um momento adiante. É preciso paciência e aceitação. Acolhimento de si e até mesmo choro livre e compreendido.

Ninguém poderá viver isso por outra pessoa. Cada processo é único e intransferível. A caminhada rumo à maturidade é longa e solitária, mas no meio da estrada é possível sim, encontramos pessoas no mesmo estágio de crescimento, capazes de nos ofertar a mão.
Um outro ponto aqui é fundamental ser citado. Cada momento de transformação individual exige o exercício do desapego, pois várias pessoas ficarão paralisadas no meio do caminho e por mais que as amemos, o nosso processo não nos deixa parar e nem seria justo.

A PERMANÊNCIA nesse momento tem outro significado. O de SER permanente no amor, independente das tempestades, dos desafios. Passados os momentos mais intensos, onde o chamado interno nos coloca de frente com o que quer que queiramos esconder de nós mesmos, tudo se reacomoda e, surpreendentemente nos tornamos fortes novamente e começamos um novo preparo para mudanças futuras. Somos quase os mesmos de antes, só que mais inteiros, mais humanos, mais maduros e o mais fantástico nesse novo SER que desponta é a capacidade de compreender e amar que se expande junto com sua alma.

Obrigada universo pelo dom da vida!
Boa noite!

Ana Virgínia - 10 de dezembro de 2013



Há de se cuidar da amizade e do amor

 
A amizade e o amor constituem as relações maiores e mais realizadores que o ser humano, homem e mulher, pode  experimentar e desfrutar. Mesmo o místico mais ardente só consegue uma fusão com a divindade através do caminho do amor. No dizer de São João da Cruz, trata-se da experiência da “a amada(a alma) no Amado transformada”.

Há vasta literatura sobre estas duas experiências de base. Aqui restringimo-nos ao mínimo. A amizade é aquela relação que nasce de uma ignota afinidade, de uma simpatia de todo inexplicável, de uma proximidade afetuosa para com a outra pessoa. Entre os amigos e amigas se cria uma como que comunidade de destino. A amizade vive do desinteresse, da confiança e da lealdade. A amizade possui raízes tão profundas que, mesmo passados muitos anos, ao reencontrarem-se os amigos e amigas, os tempos se anulam e se reatam os laços e até  se recordam da última conversa havida há muito tempo.
 
Cuidar da amizade é preocupar-se com a vida, as penas e as alegrias do amigo e da amiga. É oferecer-lhe um ombro quando a vulnerabilidade o visita e o desconsolo lhe oculta as estrelas-guias. É no sofrimento e no fracasso existencial, profissional ou amoroso que se comprovam os verdadeiros amigos e amigas. Eles são como uma torre fortíssima que defende  o frágil castelo de nossas vidas peregrinas.
 
A relação mais profunda é a experiência do amor. Ela  traz as mais felizes realizações ou as mais dolorosas frustrações. Nada é mais misterioso do que o amor. Ele vive do encontro entre duas pessoas que um dia cruzarem seus caminhos, se descobriram no olhar e na presença e viram nascer um sentimento de enamoramento, de atração, de vontade de estar junto até resolverem fundir as vidas, unir os destinos, compartir as fragilidades e as benquerenças da vida. Nada é comparável à felicidade de amar e de ser amado.  E nada  há de mais desalodor, nas palavras do poeta Ferreira Gullar, do que não poder dar amor a quem se ama.
 
Todos esses  valores, por serem os mais preciosos, são também os mais frágeis  porque  mais expostos às contradições da humana existência.
 
Cada qual é portador de luz e de sombras, de histórias familiares e pessoais diferentes, cujas raízes alcançam arquétipos ancestrais, marcados por experiêncis bem sucedidas ou trágicas que deixaram marcas na memória genética de cada um.
 
O amor é uma arte combinatória de todos estes fatores, feita com sutileza que demanda capacidade de compreensão, de renúncia, de paciência e de perdão e, ao mesmo tempo, comporta o desfrute  comum do encontro amoroso, da intimidade sexual, da entrega confiante de um ao outro. A experiência do amor serviu de base para entendermos a natureza de Deus: Ele é amor essencial e incondicional.
 
Mas o amor sozinho não  basta. Por isso São Paulo em seu famoso hino ao amor, elenca os acólitos do amor sem os quais ele não consegue subsistir e irradiar. O amor tem que ser paciente, benigno, não ser ciumento, nem gabar-se, nem ensoberbecer-se, não procurar seus interesses, não se ressentir do mal…o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta…o amor nunca se acaba(1Cor 13, 4-7). Cuidar destes acompanhates do amor é fornecer o húmus necessário para que o amor seja sempre vivo e não morra pela indiferença. O que se opõe ao amor não é o ódio mas a indiferença.
 
Quanto mais alguém é capaz de uma entrega total, maior e mais forte é o amor. Tal entrega supõe extrema coragem, uma experiência de morte pois não retém nada para si e mergulha totalmente no outro. O homem possui especial dificuldade para esta atitude extrema, talvez pela herança de machismo, patriarcalismo e racionalismo de séculos que carrega dentro de si e que lhe  limita a capacidade desta  confiança extrema.
A mulher é mais radical: vai até o extremo da entrega no amor, sem resto e sem retenção. Por isso seu amor é mais pleno e realizador e, quando se frustra, a vida revela contornos de tragédia e de um vazio abissal.
 
O segredo maior para cuidar do amor reside no singelo cuidado da ternura.  A ternura vive de gentileza, de pequenos gestos que revelam o carinho, de sacramentos tangíveis, como recolher uma concha na praia e levá-la à pessoa amada e dizer-lhe que, naquele momento, pensou carinhosamente nela.
 
Tais “banalidades” tem um peso maior que a mais preciosa jóia. Assim como uma estrela não brilha sem uma atmosfera ao seu redor, da mesma forma, o amor não vive  sem um aura de enternecimento, de afeto e de cuidado.
 
Amor e cuidado formam um casal inseparável. Se houver um divórcio entre eles, ou um ou outro morre de solidão. O amor e o  cuidado constituem uma arte. Tudo o que cuidamos também amamos. E tudo o que amamos também cuidamos.
 
Tudo o que vive tem que ser alimentado e sustentado. O mesmo  vale para o amor e para o cuidado. O amor e  o cuidado se alimentam da afetuosa preocupação de um para com o outro. A dor e a alegria de um é a alegria e a dor do outro.
 
Para fortalecer a fragilidade natural do amor precisamos de Alguém maior, suave e amoroso, a quem sempre podemos invocar. Daí a importância dos que se amam, de reservarem algum tempo de abertura e de comunhão com esse Maior, cuja natureza é de amor, aquele amor, que segundo Dante Alignieri da Divina Comédia “move o céu e as outras estrelas”  e nós acrescentamos: que comove os nossos corações.
 
Leonardo Boff é autor de  O Cuidado necessário, Vozes 2012.

Educação emocional

Estudar Psicologia, fazer psicoterapia, atender pacientes, agregar experiências; todos são caminhos que nos conduzem ao estado de iluminação de uma parte do SER, ou várias, escondidas por anos em uma existência.
Para vibrar com tal conquis...
ta é necessário estar preparado para reconhecer-se e aceitar-se, independente das outras pessoas.
Alice Miller, em suas ricas obras, elucida sobre os danos gerados pela repressão das emoções de maior ou menor nobreza. Repressão essa geradora de ansiedade e amputadora da expressão genuína do SER.
Aprendamos a lidar com a raiva dos pequeninos, com a inveja, com o ciúme, com a alegria de mostrarem-se e com a paixão que depositam nas coisas e nas pessoas.
Tudo isso é transitório e engrandecedor se permitirmos que vivam, limitando nosso papel apenas à educação e condução positiva das emoções...

Ana Virgínia



E o que é que te move?

 
E o que é que te move?
Sem essa resposta estamos fadados ao tormento das horas entediantes e à morte lenta, silenciados nas paredes que nos "protegem", nas crenças que nos amputam a criatividade, na mesmice automática das atitudes, na superficialidade das relações...
Bom dia com VIVA!

Ana Virgínia

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