8 de fev de 2013

MAPAternagem em Drágeas

"MAPAternagem em Drágeas" tem como objetivo favorecer reflexões sobre condutas favoráveis à formação psicoafetiva dos nossos filhos, bem como avaliar sobre os efeitos da educação que recebemos quando crianças e em como isso se reflete em nossa vida atualmente.  
1. Aceitar os filhos como são, evitando rótulos, favorece que a autenticidade os oriente nas relações com outras pessoas e consigo mesmos.
2. Estar atento (a) para a possibilidade de projetar  em teus filhos os anseios e frustrações que te pertencem, evita que designe a responsabilidade de te fazerem plenamente feliz com as opções que apresenta a eles. Busca, por si só a autorrealização, libertando-os para serem eles mesmos.
3. Viver tua vida, tornando-se inteiro (a), auxilia a construção da integralidade nas crianças, nos momentos definidores do desenvolvimento psicoafetivo.
4. Preza pela união dos filhos e os oriente em momentos de conflito, evitando suprir tuas necessidades de importância e reconhecimento tirando proveito da competição entre eles.
5. Exercite a flexibilidade e trabalhe o medo de perder o controle sobre os filhos, pois este de nada vale nas relações afetivas, sufocando o amor que é o verdadeiro agente transformador.
6. Deixe teus filhos livres para fazerem as escolhas possíveis, observando as etapas de desenvolvimento e orientando sobre as conseqüências.
7. Evite o julgamento e a repressão na manifestação de sentimentos menos nobres como a raiva, a inveja, o ciúme ou o medo, na pretensão de favorecer mudanças no comportamento das crianças, muitas vezes baseadas na barganha pela manutenção do teu afeto ou no temor da punição divina.
8. Ensina teus filhos que não há problema no vivenciar sentimentos negativos e que os mesmos podem resolver-se por meio do reconhecimento de sua existência e de manifestações proativas.
9. Busca a coerência dentro de ti mesmo (a) entre os pensamentos, palavras e atitudes, promovendo referenciais sólidos à prole.
10. Reconhece-te humano (a), admitindo tuas fragilidades em benefício da relação com os filhos, sem, contudo, abdicar do manancial educador dessa oportunidade.
11. Percebe e elogia tudo aquilo que teus filhos fizerem em benefício de si mesmos e dos outros, principalmente no que partir deles, pontuando os bons resultados da iniciativa.
12. Observa a forma como teus filhos internalizam os fatos e as relações e os fortaleces para que encontrem a autorrealização, desenvolvendo paulatinamente a independência afetiva de forma a perceberem o poder que possuem para fazerem-se felizes.
13. Dialoga sobre tudo o que for possível com teus filhos de forma leve e instrutiva.
14. Acolhe teus filhos nos momentos de dor, sem julgamentos, dando crédito aos seus relatos de forma a evitar a sensação de abandono, antes mesmo de averiguar os fatos.
15. Oferece um prazo para que resolvam sozinhos os desafios, sendo agente facilitador no tocante ao reconhecimento de suas potencialidades para lidar com os problemas. Esteja por perto para fortalecer e auxiliar na criação, por eles mesmos, de estratégias.
16. Esteja atento (a) quanto aos próprios sentimentos. Filhos, muitas vezes, agem por ressonância e não devemos cobrar atitudes deles que nós mesmas não somos capazes de executar.
17. Não habitue teu filho a duvidar de si mesmo, desconfirmando suas percepções ou porque tem medo ou porque não quer perder a autoridade.


Ana Virgínia Almeida Queiroz - CRP: 01-7250

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