10 de fev de 2012

Mamãe? Somos iguais não é mesmo?

Colocando Sofia para dormir...

Sofia: Mamãe, você está bem?
Eu: Sim, por quê?
Sofia: Sinto uma tristeza em você, pequenininha.
Eu: Estou um pouco cansada.
Sofia: Você me diria se fosse tristeza?
Eu: Você gostaria de saber?
Sofia: Sim. 
Eu: Não ficaria triste ou assustada?

Sofia: Eu continuaria te amando, mesmo sabendo que você é como eu.
Eu: Quando acontecer pode deixar que você saberá. Te amo minha filha...

Filhos percebem nossas dificuldades e se sentem importantes, prestigiados quando nos mostramos humanos. Podem também fantasiar que não estamos bem por causa de algo que fizeram caso não os deixemos tranquilos quanto ao que de fato está acontecendo.

Nem sempre será possivel falar sobre os reais motivos que nos abatem, mas desconfirmar a percepção da criança é o mesmo que dizer que está errada. Ela aprenderá com o tempo, a duvidar de si mesma.

Conversar abertamente com uma criança, reconhecendo seu valor, respeitando sua percepção e maturidade, tranqulizando quanto à existência de soluções para os problemas, favorece o desenvolver de crianças mais seguras, mais autônomas emocionalmente, mais sensíveis e mais focadas para o que verdadeiramente é e se tornará importante em suas vidas.


Ana Virgínia - mãe da Sofia (7 anos)

Para Sofia

Velha Infância - Tribalistas

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